Hector Reis, Advogado

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Hector Reis, Advogado
Hector Reis
Comentário · há 12 anos
Permita-me apenas abrir um parêntese aqui na discussão do Impeachment para voltar a discussão para a recente alteração na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Eu acompanhei (meio que por acaso) a votação e a acalorada discussão que terminou quase a uma hora da manha e o projeto não foi tão mal recebido pelo legislativo como todos pensam. Os únicos partidos a declarar oposição absoluta foi o PSDB e o DEM, mas tanto estes quanto os aliados apresentaram variações de posicionamento pelos seus representantes.

Para aqueles que não assistiram, os debates foram marcados pela base governista pedindo o julgamento imediato do projeto e, a oposição, o adiamento desta sessão.

Na votação do projeto, houve grande apoio dos partidos de menor representatividade, com exceção ao PV, que ficou dividido em 2 votos favoráveis e 2 contra.

Os partidos da oposição defenderam os seus posicionamentos com o argumento de que esta lei, se aprovada, diminuiria o chamado superávit primário (dinheiro que sobra no caixa do governo numa operação "tributos arrecadados menos despesas"), enquanto os demais partidos, defenderam o projeto argumentando que a economia feita pelo tripé econômico já está há muito ultrapassada (embora se reconheça a importância histórica desta).

É necessário conhecer o tema e ambos os posicionamentos para determinar o seu lado sem que isso seja um tiro no escuro, no mais, ambos têm bons argumentos, já que, o que mudou de verdade com a aprovação, foi o fato de que o governo pode agora investir em projetos sociais utilizando o superávit primário (relembrando, o dinheiro que sobra em caixa).

Por exemplo: digamos que proporcionalmente, depois de todas as dívidas pagas pela meta do ano restem 30% do PIB, ANTES, se o governo investisse 20% em obras sociais (minha casa minha vida) diríamos que o nosso superávit foi de 10%, AGORA, poderíamos dizer que o nosso superávit continuou sendo 30%.

QUAL A DIFERENÇA? basicamente, quanto mais elevado esse valor, mais atrativo é o país para os investidores, pois demonstra que o país terá credibilidade para quitar qualquer débito.

Se eu acho que a medida é boa ou ruim? Depende da forma na qual for utilizada, é uma medida boa, porém perigosa, assim como seria por exemplo a liberação de armas para a população (comparação medíocre mas tá í)
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Hector Reis, Advogado
Hector Reis
Comentário · há 12 anos
Permita-me apenas abrir um parêntese aqui na discussão do Impeachment para voltar a discussão para a recente alteração na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Eu acompanhei (meio que por acaso) a votação e a acalorada discussão que terminou quase a uma hora da manha e o projeto não foi tão mal recebido pelo legislativo como todos pensam. Os únicos partidos a declarar oposição absoluta foi o PSDB e o DEM, mas tanto estes quanto os aliados apresentaram variações de posicionamento pelos seus representantes.

Para aqueles que não assistiram, os debates foram marcados pela base governista pedindo o julgamento imediato do projeto e, a oposição, o adiamento desta sessão.

Na votação do projeto, houve grande apoio dos partidos de menor representatividade, com exceção ao PV, que ficou dividido em 2 votos favoráveis e 2 contra.

Os partidos da oposição defenderam os seus posicionamentos com o argumento de que esta lei, se aprovada, diminuiria o chamado superávit primário (dinheiro que sobra no caixa do governo numa operação "tributos arrecadados menos despesas"), enquanto os demais partidos, defenderam o projeto argumentando que a economia feita pelo tripé econômico já está há muito ultrapassada (embora se reconheça a importância histórica desta).

É necessário conhecer o tema e ambos os posicionamentos para determinar o seu lado sem que isso seja um tiro no escuro, no mais, ambos têm bons argumentos, já que, o que mudou de verdade com a aprovação, foi o fato de que o governo pode agora investir em projetos sociais utilizando o superávit primário (relembrando, o dinheiro que sobra em caixa).

Por exemplo: digamos que proporcionalmente, depois de todas as dívidas pagas pela meta do ano restem 30% do PIB, ANTES, se o governo investisse 20% em obras sociais (minha casa minha vida) diríamos que o nosso superávit foi de 10%, AGORA, poderíamos dizer que o nosso superávit continuou sendo 30%.

QUAL A DIFERENÇA? basicamente, quanto mais elevado esse valor, mais atrativo é o país para os investidores, pois demonstra que o país terá credibilidade para quitar qualquer débito.

Se eu acho que a medida é boa ou ruim? Depende da forma na qual for utilizada, é uma medida boa, porém perigosa, assim como seria por exemplo a liberação de armas para a população (comparação medíocre mas tá í).
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André Simoni
Comentário · há 12 anos
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